A pergunta que ecoa nos corredores da história e nas profundezas da alma humana não é apenas um exercício de curiosidade teológica, mas um diagnóstico preciso da nossa realidade presente. Como pastor e terapeuta, percebo que o "fim" raramente se manifesta como um evento súbito e isolado. Ele começa como uma erosão silenciosa dos valores fundamentais, da paz interior e da conexão vital com o sagrado. A batalha espiritual contemporânea trava-se prioritariamente na mente, onde o caos externo tenta se estabelecer como desordem interna e desesperança.

 

Estamos vivendo o desdobramento de profecias que deixaram de ser letras em pergaminhos antigos para se tornarem manchetes globais e crises agudas de identidade. O início do fim manifesta-se na exaustão crônica do espírito e na fragmentação da alma, sinais claros de que o sistema atual não suporta mais o peso da própria arrogância e do distanciamento de Deus. No entanto, para quem está firmado na Rocha, o fim não representa um abismo, mas o limiar necessário de uma restauração definitiva e gloriosa.

 

Reconhecer que o processo já começou não deve gerar pavor, mas sim um senso de urgência e prontidão. É o momento de alinhar o coração à eternidade, buscando uma autoridade espiritual que não se abala diante da incerteza. O fim do que é passageiro é, na verdade, o anúncio do que é eterno. Para o cristão, a consciência do tempo presente é o combustível para uma vida de vigilância, oração e cura profunda.

Leoberto Negreiros